sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ciclista vence o desafio Intermodal 2014

 
        
 


Na semana da mobilidade Ciclista vence o desafio Intermodal.                                               

 
 Fonte : Catraca Livre.


         
19/09/14
16:47:40


Em 20 minutos, ciclista cruza SP e vence o 9º Desafio Intermodal

Com o quinto melhor tempo, carro leva desvantagem em relação a bicicletas, motos e ônibus.                                
Notícias
 

Fonte: Catraca Livre |  Autor: André Nicolau  |  Postado em: 19 de setembro de 2014
Ricardo Bruns, exatos vinte minutos e nove segundo
Ricardo Bruns, exatos 20,9 minutos depois da largada
créditos: Murilo Azevedo

Avaliar o meio de transporte mais eficiente na “Hora do Rush” em São Paulo era a proposta da 9ª edição do Desafio Intermodal, que aconteceu na noite da última quinta-feira, 18 de setembro. O circuito de 10 quilômetros teve a largada às 18h, na Praça General Gentil Falcão, no Brooklin, e chegada em frente à Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá. Nem demorou muito para o ciclista Ricardo Bruns (bicicleta por vias rápidas), que 20 minutos após deixar a Zona Sul ganhava as ruas do centro da cidade.

Além do ciclista, o evento contou com mais dez participantes de variadas modalidades como: pedestre caminhando, pedestre correndo, ciclista por vias rápidas, ciclistas por vias calmas, ciclista e metrô (bicicleta dobrável),motociclista, automóvel, ônibus, trem e metrô, cadeirante e transporte coletivo, além do skate.

Em um cenário que se apresenta cada vez mais favorável às bicicletas, São Paulo vive o debate sobre mobilidade urbana com a implantação de ciclofaixas e ciclovias em diversos bairros da cidade. Para o primeiro colocado do desafio, este pode ser um sinal de novos tempos: “Parece que estão começando a perceber a importância  da bicicleta, tornando possível o deslocamento por diferentes regiões, oferecendo infraestrutura pedalável. A situação para o carro é cada vez mais desfavorável, diante do caos, sempre intransitável nos horários mais movimentados”, explica.

Já Thiago Benicchio, que percorreu o trajeto até a Avenida Faria Lima de bicicleta dobrável e seguiu o restante de metrô, acredita que o desafio pode abrir caminhos mais plurais para as vias da maior cidade do país. “O evento faz um comparativo de modais, acabando com o mito do carro como único e mais viável meio de transporte. No caminho até a Faria Lima pude notar muita gente utilizando a ciclofaixa, estava muito cheia” em um alerta à necessidade e  aceitação dos paulistanos a novas alternativas. Seu trajeto teve duração de 46 minutos garantindo a terceira colocação.

Logo depois, de ônibus e sem um pingo de suor, chegava Paulo Teixeira aos exatos 53 minutos e 58 segundos após a largada. Em um ponto próximo à Avenida Berrini, entrou no coletivo e seguiu seu trajeto rumo à prefeitura em uma viagem tranquila, conforme suas próprias palavras “O ônibus estava vazio, pude me sentar e foi bem diferente do que eu esperava. Não tinha congestionamento, apesar do horário, e seguimos pelas faixas de ônibus e corredores da Nove de Julho”.

Enquete realizada antes do início do desafio apontava ciclistas por vias rápidas em primeiro lugar
Enquete realizada antes do início do desafio apontava ciclistas por vias rápidas em primeiro lugar
Enquete realizada antes do início do desafio apontava ‘ciclistas por vias rápidas’ em primeiro lugar

Sem muito esforço também chegou o condutor do carro Roberto Sekya, quase sete minutos depois do ônibus, em um trajeto que causou surpresa ao participante “Hoje, por  sorte, estava tudo andando bem, fluindo. Fiquei bastante surpreso.” Quase 40 minutos depois do primeiro colocado, o motorista reconhece a importância da bicicleta como um meio alternativo de transporte, apesar dos riscos das ruas. “O desafio está aí para mostrar que a bicicleta é um meio de transporte possível. Ainda tem muito risco, claro, mas essa é uma mudança que vem de todos nós, não apenas dos ciclistas”.

O circuito teve encerramento 1h45 após a largada, quando chegou a pedestre Luciana Nascimento. Em mais uma edição, o evento reascende o debate sobre mobilidade urbana em São Paulo no momento que “ciclofaixas” e “ciclovias” começam a ganhar destaque na rotina dos paulistanos e apontam para uma nova realidade. Cada vez mais sufocada pelo caos nas ruas, fica a pergunta: qual a melhor alternativa para São Paulo?

Confira o resultado geral do Desafio Intermodal
1º Bike por vias rápidas – Ricardo Bruns – 20min09seg
2º Moto – Victor Campos – 23min07seg
3º Bike dobrável + Metrô – Thiago Benicchio – 46min15seg
4º Ônibus – Paulo – 53min58
5º Carro – Roberto Sekya – 59min45seg
6º Trem + Metrô – Maria Salete – 01h02min19seg
7º Cadeirante + Transporte Público – Kal Brynner -01h03min24seg
8º Pedestre correndo – Tatiana Lowenthal – 01h04min55seg
9º Ciclista vias calmas – Jilmar Tatto – 01h27min03seg
10º Skate – Eduardo Arcas – 01h32min45seg
11º Pedestre caminhando – Luciana Nascimento – 01h45min08seg

Meninas para vocês !


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Revista Bicicleta - ONG incentiva mulheres afegãs a pedalar.



O Portal
da Bicicleta

Revista Bicicleta - Edição 44
         

+bicicleta - Comportamento

ONG incentiva mulheres afegãs a pedalar

A ONG Mountain2Mountain (M2M) fundada pela norte-americana Shannon Galpin em um esforço para romper as barreiras de gênero, com especial atenção às mulheres e meninas em zonas de conflito. No Afeganistão, os esforços da ONG buscam incentivar o uso da bicicleta pelo público feminino.

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
 
                  
13/08/2014
ONG incentiva mulheres afegãs a pedalar
Foto: Travis Beard
Shannon visitou o Afeganistão pela primeira vez em 2009. Ela pedalava por colinas nos arredores de Cabul, Afeganistão. Passando por caravanas de camelos e tanques soviéticos abandonados, ela percebeu que não via outras mulheres pedalando. “Estive nas áreas mais liberais do país, e nunca vi sequer uma garotinha andando de bicicleta, que dirá uma mulher adulta”, diz Galpin.
Foi em um café local que uma barista, ciclista amadora, revelou a Galpin que algumas mulheres afegãs estavam pedalando e haviam até formado uma equipe nacional. A informação pegou Galpin de surpresa, e ela só acreditou quando viu as mulheres com calças e mangas compridas, lenços de cabeça sob os capacetes, pedalando antes do amanhecer em antigas bicicletas. Uma mulher pedalando no Afeganistão é considerado ofensa cultural, por isso a cautela e discrição das afegãs ao treinarem. Embora intimidadas pelas limitações nos direitos femininos, o ciclismo afegão possui atletas muito competitivas, que concorrem internacionalmente.
Galpin afirma: “A bicicleta é considerada um tabu cultural para as mulheres de lá. O Afeganistão é um dos poucos países onde as mulheres não andam, mas ainda assim eu sabia que, como estrangeira, eu poderia ajudar a romper as barreiras de gênero e desafiar as percepções das mulheres ciclistas. Agora, foi incrível ver que existem mulheres afegãs ciclistas que compõem uma equipe nacional, graças aos últimos dez anos de progresso no Afeganistão. Ainda é arriscado para as mulheres pedalar, mas a mudança tinha que começar em algum lugar, e estas mulheres assumiram este papel”.
Shannon Galpin já havia criado a ONG M2M em novembro de 2006, em uma ação resultante de sua convicção de que todas as mulheres e meninas merecem os mesmos direitos e oportunidades. Para levar adiante sua missão, Galpin afastou-se de sua carreira de instrutora de Pilates e preparadora física, juntou os recursos que tinha, recrutou voluntários, doadores e buscou parcerias de todos os lugares do mundo que pudessem colaborar, a fim de capacitar as mulheres de regiões de conflito para se tornarem agentes de mudança, com dois projetos iniciais no Paquistão e Nepal.
No momento em que conheceu o Afeganistão, migrou os seus esforços para aquele país em busca de reivindicar o direito feminino ao uso da bicicleta, que além do esporte também representa a emancipação da mulher e a igualdade entre os gêneros no usufruto da vida social, da paz e da prosperidade. “No Afeganistão, são os rapazes e homens que usam a bicicleta diariamente. As mulheres que optam por fazê-lo são orientadas a andar com um membro masculino da família ou com um treinador. Levará muitos anos para que isso mude, mas muito parecido com o trabalho de outras organizações, como a Skateistan, que ensina meninos e meninas a andarem de skate, a mudança com relação à bicicleta ocorre à medida que mais e mais jovens abraçarem o esporte e aceitarem esta mudança. Não há lei que proíba as mulheres de pedalarem sozinhas, isso é apenas um tabu cultural, mas é o tabu, essencialmente, que está acima dos crimes morais que levam as mulheres afegãs à prisão ou até à morte. Ou seja, é um risco, embora não seja um crime”, afirma Galpin.
Se, por um lado, Shannon contribuía com as mulheres afegãs, por outro, ela também queria contribuir para a mudança de visão estereotipada que os americanos tinham do Afeganistão. “O Afeganistão é um país bonito, mais bonito do que a maioria das pessoas imagina. Eu sou uma ciclista e depois de várias visitas lá, comecei a perceber que aventura, exploração, arte e esporte são possíveis no Afeganistão e que eu podia mostrar um lado diferente do país do que o que o Ocidente normalmente vê. Eu também queria conhecer o Afeganistão de uma forma que só é realmente possível em uma bicicleta: cheirar, degustar, ter as interações de improviso com os afegãos”, explica.

O cenário atual

Segundo a União Ciclística Internacional, o Afeganistão conta atualmente com 45 afegãs licenciadas em três categorias: júnior, sub-23 e elite, que participam de eventos UCI. O sonho de Galpin é contribuir para que o país tenha representantes femininas nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Ao longo do tempo, a ONG contribuiu com equipamentos, ajudas de viagem para competições, e especialmente no contato com o governo, parceiros e entidades da modalidade buscando base para a formação e preparação das ciclistas. “Minha casa parece um episódio de Acumuladores”, brinca Galpin ao citar o documentário da Discovery sobre pessoas que acumulam coisas. Ela distribuiu mochilas, ferramentas, selins, sapatilhas e camisetas para as ciclistas da equipe afegã.
Há alguns meses, a ONG trabalhou na gravação de um documentário, com recursos advindos de financiamento coletivo kickstarter, com o apoio de 208 investidores. Galpin foi acompanhada por uma fotógrafa, uma escritora, uma gerente de mídia social e duas cineastas, para concretizar o curta-metragem.
Os trabalhos da ONG não se restringem ao auxílio à equipe. A M2M também procura a mudança cultural através da educação - já que o futuro está nas mãos das crianças e jovens. Contribuir com a formação de valores resultará, no longo prazo, em transformação social. Segundo a ONG, se 10% das meninas de um país em desenvolvimento tiver acesso à educação, a economia daquele país tende a crescer 25%. No Afeganistão, ainda há aldeias em que nenhuma mulher sabe ler ou escrever.

Uma das ações é o oferecimento de treinamentos intensivos para parteiras. A iniciativa foi tomada porque a gravidez é uma das principais causas de morte de meninas entre 15 e 19 anos naquele país. Em média, uma afegã dá à luz sete filhos. Há estatísticas, segundo a ONG, que mostram que uma em cada 62 mulheres que vivem no Afeganistão morre durante o parto. A mortalidade infantil naquele país é o maior do mundo: uma em cada quatro crianças morre antes dos cinco anos. Com parteiras capacitadas, inclusive com conhecimentos sobre técnicas de saneamento básico e pré-natal, especialmente nas regiões rurais, muitas destas mortes poderiam ser evitadas. As mulheres capacitadas recebem uma bolsa, o que também coopera para a atuação delas no contexto social e econômico de suas vilas.
Outro problema a que a ONG move esforços é para a educação de crianças surdas que, atualmente, somam 10 mil no Afeganistão. O número elevado de casos de surdez decorre de inúmeros fatores, inclusive as complicações de parto, ferimentos de bombas e minas e a falta de serviços preventivos e vacinação. Através da mobilização da ONG, em 2010 o governo doou um terreno de cinco hectares para a construção de uma escola para surdos. Agora o alvo é reunir 800 mil dólares para a construção da escola e centro de formação de professores, além de uma fazenda para formação profissional em agricultura para surdos.
O número de mulheres presas no Afeganistão também é muito grande. A M2M trabalha no sentido de advogar e alfabetizar as prisioneiras, criando oportunidades para quando elas forem liberadas.
Além disso, centros de reabilitação e laboratórios de informática para escolas de meninas em Cabul, incentivo a artistas afegãos e à atuação feminina em busca de se fazer ouvir estão entre os projetos da ONG naquele país.

Por que Galpin decidiu ajudar?

A sensibilidade, empatia e coragem permitiram que a M2M estivesse na vanguarda deste importante trabalho social. Em seu portal na internet, a entidade afirma que as mulheres e meninas são o recurso mais subutilizado do mundo, e os esforços da ONG por uma mudança neste sentido buscam fortalecer a humanidade comum, conectar culturas e comunidades, respeitar a diversidade histórica e cultural, desde que isso não represente prejuízo para os direitos das mulheres, que no final das contas, são direitos humanos. “No coração da ONG está a ideia de conectar comunidades e culturas... Montanha a montanha, aldeia em aldeia, de pessoa para pessoa. Eu deixei meu trabalho, vendi minha casa, e tenho trabalhado nos últimos cinco anos no Afeganistão”, conta Galpin.
Essas características tão presentes de comprometimento na trajetória filantropa de Galpin possuem raízes tristes. Aos 17 anos ela foi estuprada e esfaqueada por um homem desconhecido enquanto caminhava em um parque vazio, no centro de Minneapolis - EUA, mas até 2009, apenas a família e amigos próximos tinham conhecimento do caso. “Eu não queria ser definida como vítima, eu não percebia que a vitimização poderia também ser uma fonte de força”, conta. Tempos depois, sua irmã passou pelo mesmo trauma.

A bicicleta foi o instrumento promotor de felicidade e de esperança que conquistou Galpin e que ela pretende oferecer a quem puder ajudar. “A bicicleta é a minha sanidade, minha parceira de aventura e exploração, o melhor símbolo de liberdade que eu conheço. Eu sou mais feliz quando estou pedalando por trilhas de terra. Em todo o mundo, a bicicleta é utilizada como um veículo para a justiça social. Mesmo em nossa própria história, aqui nos Estados Unidos, a bicicleta se tornou um símbolo para o movimento de participação feminina. As bicicletas aumentam o acesso de meninos e meninas para chegarem a escolas rurais, aumentam o acesso à assistência médica rural, representam transporte seguro para as mulheres até o trabalho, o que ajuda a limitar abordagens indevidas. Além disso, há algo muito visceral sobre ciclismo que nos faz felizes, e esta é uma experiência que todos os meninos e meninas ao redor do mundo tem ao aprender a pedalar”, finaliza.

Revista Bicicleta - Os velhos veiculos das pessoas velhas.



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Revista Bicicleta - Edição 44

              

Bicicleta - Comportamento

Os velhos veículos das pessoas velhas

Revista Bicicleta por André Geraldo Soares
 
                  

 
Os velhos veículos das pessoas velhas
Foto: Auremar
Por que será que encontramos tantas pessoas de idade avançada usando bicicletas? A bicicleta não contrasta com a terceira idade?
A bicicleta é um veículo mais antigo do que o carro e a motocicleta, os dois principais tipos de veículos motorizados que hoje dominam as ruas de nossas cidades. Depois do barco a remo, a bicicleta é a ferramenta mais antiga da história da humanidade para transportar a si mesmo usando as próprias forças.
Mas apesar de ser antiga, apesar do aparecimento de tecnologias para dispensar o uso dos músculos, apesar da depreciação ideológica sofrida nas últimas décadas, apesar de ser perigoso utilizá-la em muitas vias públicas, a bicicleta continua sendo usada pelos seres humanos, inclusive por anciãos.
Parece óbvio que isso só acontece porque a bicicleta é um veículo não apenas útil, mas, em muitos casos, vantajoso. E, para referendar isso, devemos lembrar que estamos tratando, aqui, de pessoas experientes, de pessoas que avaliam e tomam decisões.
Algumas delas possuem outros meios de transporte – têm carro ou dispõem de transporte coletivo –, mas optam por pedalar, pelo menos de vez em quando. Já outras não podem contar com nada mais além dela – e, neste caso, podemos dizer: que bom que podem contar com ela para não ficarem confinadas em casa!
Seja por opção ou por necessidade, a bicicleta serve adequadamente aos indivíduos, sem provocar efeitos colaterais para a vida comunitária. Desde sua invenção, é um meio virtuoso para fazer exercícios físicos, para gastar energia, para movimentar-se, para romper o sedentarismo, atividades unanimemente consideradas necessárias para quem se aposenta.  Desde que se popularizou, é um meio eficaz de transportar-se e de transportar coisas, de acessar todos os cantos da cidade, de cumprir as funções sociais, funções que mesmo os vovôs e vovós possuem.
Muitos idosos ainda se propõem a mais. É cada vez mais comum a participação de pessoas com mais de 60 anos nos grupos de pedalada e até praticando o cicloturismo. As pedaladas em grupo são geralmente longas (em comparação com os deslocamentos corriqueiros), não raro ultrapassando 20 km, em ritmo mais intenso que os de passeio e de transporte, mas mesmo assim são cumpridas com tranquilidade até por sexagenários. O cicloturismo também não é exatamente uma moleza – as viagens podem durar até vários dias, incluindo trajetos com morros e estradas de terra, mas tais desafios são estimulantes para os vividos.
A humanidade está crescendo não apenas em quantidade, mas em longevidade. O Brasil hoje tem 7,4% de habitantes com mais de 65 anos e estima-se que em 2060 esse percentual atinja 26,7%. Isso significa, em termos de mobilidade urbana, mais pessoas nas ruas durante mais tempo de vida, saturando o trânsito quando as políticas públicas incentivam os veículos motorizados particulares. Resulta daí que a conversão das políticas públicas para a mobilidade ativa – e também para o transporte coletivo – beneficiarão não apenas os indivíduos que se deslocam em vias públicas, mas também o erário, a natureza e nosso orgulho de sermos animais inteligentes.
A infraestrutura social não pode ser planejada apenas para o uso dos adultos em bom estado físico. Assim como os mais jovens, os mais velhos devem ser o foco prioritário dos investimentos, porque o que é bom para eles será sempre bom para quem está na faixa etária intermediária. Por outro lado, agradar apenas quem tem entre 18 e 60 anos resulta, invariavelmente, em prejuízo para quem tem menos ou mais tempo de vida. Por isso estamos autorizados a pensar que deixar de investir em mobilidade ciclística é uma ação, e não uma omissão estatal: uma ação com o objetivo de não deixar a bicicleta exibir suas vantagens e seus benefícios.
Infraestrutura de qualidade, acalmamento do trânsito e educação para a humanização do trânsito não são luxos dispensáveis. São demonstrações de respeito àqueles que chegaram onde todos nós chegaremos, ou queremos chegar.
Um enrugado pedalando é uma demonstração triplamente desagradável para os críticos do ciclismo: prova que o apego ao carro tem um forte componente de comodismo, que a bicicleta não é, em si, um veículo inseguro e que apesar de secular, a bicicleta é tão moderna quanto os carros recém-saídos dos periódicos Salões de Automóveis.

domingo, 14 de setembro de 2014

Ciclovia: Higienopolis diverge 3 anos após rejeitar metrô.

NOTICIAS
         
14/09/14
18:16:0

Ciclovia: Higienópolis diverge 3 anos após rejeitar metrô

Bairro da área nobre de São Paulo reacende polêmica sobre mobilidade urbana ao divergir sobre a instalação de ciclovias                                   
Notícias
 
Fonte: Terra |  Autor: Janaina Garcia  |  Postado em: 12 de setembro de 2014
Ciclovia foi pintada recentemente na região do Par
Ciclovia foi pintada na região do Parque Buenos Aires
créditos: Janaina Garcia / Terra

A instalação recente de ciclovias em Higienópolis, região nobre de São Paulo, reacendeu a polêmica sobre mobilidade urbana que já fez a fama do bairro há pouco mais de três anos. Em 2011, uma associação de moradores local coletou assinaturas para que o projeto que previa uma estação de metrô na avenida Angélica fosse alterado. A ação não passou de tentativa: após declarações de moradores de que a estação atrairia “ocorrências indesejáveis” à área, a reação nas redes sociais foi forte, e um “churrascão da gente diferenciada”, organizado na rua, ridicularizou o argumento.

Desta vez, a queixa é contra as faixas vermelhas destinadas às magrelas, posicionamento que está longe de ser unanimidade entre comerciantes e moradores do bairro. Alguns deles, ouvidos pelo Terra, chegaram a se mostrar surpresos com a declaração do senador Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice-presidente pelo PSDB, na chapa de Aécio Neves. Em seu perfil no Twitter, na quarta-feira, o tucano classificou a implantação das ciclovias como “delírio autoritário de Haddad” e apontou a “revolta nos moradores de Higienópolis” com a medida.

“Tem que respeitar o espaço de todo mundo, tem que abrir espaço para todos, né? Não acho isso ditatorial, mas justo”, avaliou a universitária Luiza Miranda, de 19 anos, moradora do bairro. A mãe da jovem, a desenhista Juliane Guimarães, 50 anos, concorda com a filha, mesmo não andando de bicicleta no dia a dia.

“São Paulo é uma cidade muito grande, o trânsito é caótico. Imagino que os executivos, por exemplo, devam estranhar mais a ideia de ir ao trabalho pedalando, mas é uma mudança de cultura necessária”, opinou a desenhista. “E, sinceramente, não acho que Higienópolis tenha se revoltado com isso: basta ver como a praça Buenos Aires (localizada no bairro) é cheia de gente praticando esportes de manhã ou à tarde”, completou.

Outro morador do bairro, e usuário de transporte público, o professor André Pompeu de Toledo, 44 anos, resumiu: “tem que abrir espaço para a bicicleta também”.

Quem não reclama da ciclovia, mas por razões econômicas, é um dos sócios de um estacionamento localizado na rua Albuquerque Lins, onde está uma das faixas. “Para a gente foi bom, porque antes as pessoas estacionavam o carro na rua. Agora não podem mais”, admitiu.

Abaixo-assinado contra ciclovia
Por outro lado, há quem não apenas seja contra a ciclovia, como também se mobilize pela retirada dela. “A ciclovia está atrapalhando tudo. Aqui mesmo, na loja, o caminhão que vem trazer mercadoria precisa parar longe para descarregar. A gente não está detestando: está odiando isso”, criticou a vendedora Maria Leite, 66 anos. A loja de móveis onde ela trabalha fica na rua Albuquerque Lins, contemplada com uma das ciclofaixas do bairro.

O zelador João Vicente Filho, 45 anos, disse que os proprietários de lojas no prédio em que ele trabalha, na mesma rua, também se mobilizam contra a ciclovia. “Até sou a favor da bicicleta, mas as pessoas têm se queixado pelo trânsito imenso que está se formando. Essa rua é via de acesso à Lapa e à zona leste, não podiam ter escolhido outra via?”, indagou.

Vizinho dali, o vendedor Mário Éder dos Santos, 30 anos, minimizou: “São mais uns moradores que têm reclamado – gente que era acostumada a deixar carro estacionado na rua. Aqui (na ótica em que ele trabalha)nem cliente reclama, porque já era difícil de parar antes mesmo da ciclovia existir”, ponderou. “De repente vieram e pintaram a ciclofaixa; não tem mais mais lugar para estacionar – agora tem que pagar estacionamento”, arrematou a posentada Mitiko Hiraoka, 59 anos, que mora em Higienópolis.

Mãe e filha divergem
Quase no final da visita ao local, a reportagem encontrou duas mulheres que, mãe e filha, nem de perto possuem a mesma opinião sobre o assunto. “O trânsito aqui é pesadíssimo, achei um absurdo fazer da forma como fizeram”, definiu a aposentada Marly Santos, 68 anos. A filha discordou: “sou super a favor; a cidade precisa ter mais mobilidade e precisa começar de alguma forma a mudar. E isso não é imposição: já estava no programa de governo do prefeito”, observou a filha, a designer Sílvia Nastari, 33 anos. “Mas olha a largura dessa via!”, alertou a mãe, apontando para a ciclofaixa. “Esse bairro é terrível”, suspirou a filha.

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Empresas que incentivam o uso da bicicleta economizam mais.

NOTICIAS
         
14/09/14
18:11:49

Empresas que incentivam o uso da bicicleta economizam mais

O uso de bicicletas pelos funcionários pode trazer benefícios para as empresas                                   
Notícias
 
Fonte: Correio 24 horas |  Autor: Correio 24 horas  |  Postado em: 08 de setembro de 2014
Para empresas, é mais lucrativo incentivar a bicic
Para empresas, acaba sendo mais lucrativo incentivar a bike
créditos: Reprodução

O aumento da qualidade de vida e na saúde dos trabalhadores se reflete no ambiente de trabalho, tornando-o mais agradável e produtivo. Ao mesmo tempo, as empresas têm custos menores com planos de saúde e com o absenteísmo dos colaboradores.

Outra dica: uma estrutura básica para pendurar uma bike custa de R$ 30 a R$ 100. Enquanto isso, para construir um novo estacionamento na área central da cidade gasta-se, em média, R$ 50 mil por vaga. No mesmo espaço utilizado por um carro cabem até 12 bicicletas.

Alguns destes dados fazem parte do manual De Bicicleta para o Trabalho, que foi lançado na última sexta feira no II Fórum Salvador Vai de Bike. Com o tema As Empresas, a Bicicleta e a Cidade, o evento teve como foco o setor empresarial.

O diretor da ONG Transporte Ativo, José Lobo, o presidente da Tito Bikes, Tito Caloi, e o presidente da Associação Brasileira de Bicicletas (Aliança Bike), Marcelo Marciel, marcaram presença no encontro.


Estrutura
Em entrevista ao CORREIO, Marciel revelou que com o investimento de R$ 300 a R$ 500, em uma empresa pequena, com dez funcionários, é possível montar uma estrutura para guardar as bikes. Já em uma empresa maior, de 100 funcionários, o gasto com o bicicletário pode chegar a R$ 5 mil.

Uma estrutura intermediária de incentivo ao uso das bikes, com um vestiário, custa de R$ 4 mil a R$ 5 mil, em empresas de pequeno porte, e R$ 45 mil nas maiores.

“Há um movimento de conscientização por parte da população sobre os benefícios da bicicleta e a influência negativa do uso de veículos poluentes. Por isso os empresários conscientes saem na frente ao adaptar sua infraestrutura”, conta.

Usuário há nove anos, o professor de Arte e Educação e de Música da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Eduardo Luedy,  48 anos, trocou o carro velho pela bike. O motivo inicial para a troca foi dinheiro.

Ao invés dos R$ 1 mil que gastava por mês, a bicicleta lhe consome, hoje, menos de R$ 20. Além de sempre andar pela cidade com a sua ‘queridinha’, Luedy pedala dez quilômetros do Corredor da Vitória, onde mora, até a região do Iguatemi, onde pega um ônibus fornecido pela Uefs para ir ao trabalho.

“Embarco no ônibus às 6h e coloco a bike no bagageiro. Na universidade percorro a maioria dos trajetos com ela”. Apesar de não ter onde colocar a bicicleta, ele sempre dá um jeito. “Às vezes, deixo na minha sala, outras na porta das salas de aula, ou até mesmo dentro delas”.

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22 d2 Setembro Dia Mundial sem carro!!!!!!!!!!!


De Bicicleta, a pé, Skate, patins ,ônibus...........experimente esta ideia.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pedal 09 de Setembro...... a lua nos acompanhou.

No pedal de ontem apesar do ar muito seco, a lua cheia nos acompanhou estava grande e linda as meninas pediram para comer coxinhas no Veloso e tomar uma..... realmente valeu a pena. pedalamos pouco mas foram muitas risadas e diversão. este é o Saia tira mais fotos do que pedala!!!!















21 de Setembro Saia na Primavera!!!!

Meninas e Meninos está chegando vamos enfeitar a cidade! beijo